Comércio irregular no centro da Ceilândia está voltando aos poucos
Camelôs foram transferidos para espaço próprio em 2007, mas muitos voltaram a se arriscar nas ruas e praças da região central da cidade
koliveira@jornalcoletivo.com.br Redação Jornal Coletivo
Ruas e praças do centro de Ceilândia estão sendo tomadas, novamente, por ambulantes. Em agosto de 2007, para solucionar a desordem e a quantidade de camelôs que impediam a circulação de pessoas, mais de 1,2 mil comerciantes foram retirados do local e transferidos para o Shopping Popular. Anos se passaram e os vendedores estão voltando aos poucos e se instalando novamente. A concentração de ambulantes é mais forte no final de semana. Frutas, CDs, DVDs, calçados, bolsas, roupas e churrasco estão entre os produtos vendidos no centro da regional.
A comerciante Vânia da Costa dos Santos vende meias e diz que só trabalha irregularmente porque não consegue um trabalho formal. “Prefiro um emprego com carteira assinada, pois quando a fiscalização chega, toma tudo da gente. Mesmo assim, eu sempre voltarei para cá, pois a falta de emprego é grande”, desabafa Vânia Santos.
Mas há quem tenha optado mesmo pela informalidade. Frederico Pascoal Dias deixou o emprego, com carteira assinada, por causa da remuneração: recebia um salário mínimo. Hoje, ele vende celular. Diariamente, ele comercializa quatro aparelhos, com valor médio de R$ 180,00 por aparelho. Sua renda mensal é de R$ 3 mil. “Tenho medo da fiscalização, mas quando eles vêm, pego tudo e saio fora, em seguida a gente volta. É a única forma que tenho para sobreviver. É um trabalho como qualquer outro”.
E se existem ambulantes na rua é porque há demanda pelos produtos. O consumidor João Emanuel da Silva confessa que sempre compra CDs de vendedores ambulantes e diz que nunca teve problema com relação à qualidade dos produtos. “Eu compro não só pelo fato de ser mais barato, mas porque são todos pais de família. É melhor do que está traficando”, declarou Silva.
Comércio irregular no centro da Ceilândia está voltando aos poucos
Reviewed by Douglas Protázio
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terça-feira, abril 19, 2011
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