Buriti reproduz modelo do Planalto.
O novo desenho do Buriti, comunicado ontem pelo governador Agnelo Queiroz ao secretariado, reproduz em número e grau o adotado pela presidente Dilma Rousseff. Só não em gênero.
Os novos secretários Swedenberger Barbosa e Luiz Paulo Barreto terão poderes especiais. Berger terá papel semelhante ao da ministra Gleisi Hoffmann (foto), chefe da Casa Civil. Como antes dela a atual presidente Dilma, Gleisi supervisiona todas as ações de governo. Os demais ministros devem reportar-se a ela, e não a Dilma. Agnelo deu expressamente o recado, ontem: quando os demais secretários forem chamados a despachar com Berger e Barreto, devem saber que devem comportar-se como se tivessem sido chamados pelo próprio governador. Há secretários que são mais secretários do que outros.
Dinheiro controlado
Barreto, que assume hoje o cargo, funcionará como a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Tudo aquilo que envolva verba, inclusive simples remanejamentos orçamentários, deve ser submetido a Miriam pelos colegas ministros. Ordem de Dilma. Ao que tudo indica, valerá também para o DF.
Só política fica fora
Só está fora desse leque de atribuições, ao menos formalmente, a coordenação política. Agnelo tornou claro que isso é assunto para ele, o vice Tadeu Filippelli e o secretário de Governo, Paulo Tadeu, além do Conselho Político, com Roberto Wagner.
Monitorando a intervenção
O novo secretário Luiz Paulo Barreto não é exatamente um estranho na política brasiliense. Teve papel importante em vários momentos. Foi ele quem acompanhou o processo de intervenção partido da Procuradoria Geral da República, monitorando o então governador Wilson Lima. Partiam de seu gabinete advertências sobre medidas do Buriti que aumentavam o perigo da intervenção. Barreto, assim, ajudou a aparar arestas.
Do alto da torre
Buriti reproduz modelo do Planalto.
Reviewed by Diário de Ceilândia
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terça-feira, março 27, 2012
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