Justiça mantém condenação de pastora por 'tortura' a menina em cativeiro em Ceilândia
A Justiça do Distrito Federal
manteve, nesta quinta-feira (23), a condenação de uma pastora acusada de
torturar uma menina de 7 anos, mantida por
quase um ano e meio em cativeiro, em uma casa em Ceilândia. A pena
determinada é de 10 anos e 5 meses de detenção em regime fechado, além de mais
dois anos no semiaberto. Cabe recurso à decisão.
A criança foi encontrada pela
Polícia Militar em agosto de 2016, em um quarto escuro, trancada a cadeado e
com ferimentos no rosto. Ela estava deitada no chão e sem forças para se
levantar. Tempos depois foi diagnosticada com escorbuto, patologia associada a
uma ausência crônica de vitamina C.
A sentença, julgada em segunda
instância, cita também os crimes de cárcere privado, abandono material e
intelectual. De acordo com os envolvidos no processo, a decisão afasta, no
entanto, a condenação de maus tratos, que havia sido determinada em julgamento
anterior.
Segundo os relatores do processo, a mãe perdeu a guarda da
menina desde o ano passado. O pai teria dito não saber do que se passava. A
reportagem questionou, mas também não obteve informações sobre o atual estado
de saúde da vítima.
Prisões
Em agosto do ano passado, a
mãe – de 44 anos – e uma mulher que se identificou como pastora e amiga da
família foram presas em flagrante, suspeitas de maltratar a criança. A
religiosa de 46 anos segue presa na Penitenciária Feminina do DF (Colmeia). Não
há confirmação se a mãe permanece detida.
Quando foi encontrada, a
menina recebeu atendimento do Samu e foi encaminhada ao Hospital Regional de
Ceilândia, com quadro de desnutrição e desidratação. Segundo a ocorrência, ela
também reclamava de dores pelo corpo.
De acordo com um dos militares
responsáveis pela ocorrência, a vítima era mantida no cômodo há cerca de dois
meses. Ela não frequentava a escola e, segundo o policial, sofria maus tratos
desde o início do ano.
Com informações do G1
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sexta-feira, novembro 24, 2017
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