Projeto do Centro de Ensino Médio 9 de Ceilândia coleciona troféus de competições escolares
Com
oito troféus na mesa, além de medalhas de reconhecimento dos alunos, o projeto Matemática Todo
Dia, do Centro de Ensino Médio 9 (CEM 9) de Ceilândia, também coleciona ex-estudantes com méritos acadêmicos.
Até agora, já são mais de 100
participantes do programa que entraram em universidades públicas brasileiras,
além daqueles que conseguiram bolsas de estudo para faculdades particulares.
Um deles é Luan da Cruz Vieira, de 21 anos, que obteve uma bolsa para estudar
medicina em faculdade particular de Brasília. Agora no sexto semestre da
graduação, ele é um dos voluntários que ajudam no projeto.
Vieira dá aulas em matérias como física, matemática, filosofia e até
astronomia. “O projeto cria oportunidades para a gente. Antes mesmo da bolsa,
consegui uma vaga em um programa de iniciação científica na Universidade de
Brasília”, detalha o ex-aluno do CEM 9.
A cada ano, é fechada uma
turma com cerca de 40 alunos da unidade para aulas lúdicas nas noites de
quinta-feira. Os estudantes dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio recebem jogos
eletrônicos ou feitos em madeira para competir e trocar conhecimentos,
principalmente em matemática.
Maiara Cristina, de 16 anos, do 1º ano do ensino médio, diz que os jogos
quebram a rotina de exercícios em aula. “Normalmente é chato, mas, no projeto,
você tem sempre um método para passar pelos desafios, que são relacionados com
o que vemos na escola.”
Também são aceitos aprendizes de outras unidades de ensino de Ceilândia.
Segundo a coordenadora do Matemática Todo Dia, Alessandra Lisboa, professora da
rede pública alocada na escola, estudantes do ensino fundamental buscaram vagas
no projeto e conseguiram.
Um exemplo é a aluna Elizângela Lima, de 18 anos, que entrou no ensino
fundamental em outra escola e agora está no programa do CEM 9 no terceiro ano.
“O projeto incentiva a gente a gostar de aprender. Precisamos estudar de tudo,
porque estamos na corrida para o vestibular.”
A professora propôs o projeto
em 2006, quando começou a trabalhar na direção da unidade, onde também foi
aluna. “Eu tinha um apreço muito grande pela escola e um carinho por olimpíadas
de matemáticas. Motivar para as olimpíadas é motivar para estudar todas as
disciplinas.”
Por isso, eles preparam alunos para competições de outras matérias, como
química, física e filosofia.
Como as disputas têm datas durante o ano letivo e
os encontros do projeto ocorrem em todo o ano, os estudos também se voltam para
provas e vestibulares.
A primeira turma foi formada em 2007, depois que Alessandra convidou
alunos da escola a participar do projeto. Logo no segundo ano, já havia mais de
70 interessados.
Acompanhadas pelo professor voluntário Marcos Paulo Barbosa, subtenente do
Corpo de Bombeiros Militar do DF, as turmas são selecionadas com base no
interesse dos estudantes. “Levamos em conta a motivação. Às vezes, convidamos
aqueles que nem gostam de matemática”, explica o bombeiro.
Jonathan de Oliveira, de 15
anos, no primeiro ano do ensino médio, mostrou essa motivação. “Eu nem sabia que
o projeto existia. Vim para essa escola porque sabia que aqui tem aulão e
fiquei interessado. Por isso me convidaram, e eu gostei muito depois que
descobri.”
Barbosa lembra que o projeto ajuda não apenas para os estudos e para
olimpíadas. “É uma preparação também de cunho social e para a vida. Eles
colaboram entre si e formam vínculos. Não é à toa que querem retornar para
ajudar, quando se formam.”
Agência Brasília
Projeto do Centro de Ensino Médio 9 de Ceilândia coleciona troféus de competições escolares
Reviewed by Diário de Ceilândia
on
domingo, dezembro 24, 2017
Rating:
Reviewed by Diário de Ceilândia
on
domingo, dezembro 24, 2017
Rating:






Nenhum comentário